ANIMÁLIA
Mais uma vez na estrada, a língua de um lado pro outro
Atrás de um outro corpo, Lobo vadio
É a vida no templo dos nervos, na pele, no pêlo, nos ossos
A contração da carne, no corte que não sangra
No corte, que não sangra (No corte, que não sangra)
No fundo do copo vazio, minha vontade quer pecar
Por entre os becos, vadio, o lobo a vagar
É a perda dos sentidos. É a expiação do mal
A arte dorme no leito, agonia um pouco mais!
No corte, que não sangra (No corte, que não sangra)
Quem mais suspeita do que já não sei?
Niguém sustenta o que já não sei.
Quem mais se importa pro que já não sei?
Ninguém duvida do que já não sei!
Mais uma vez na estrada, a língua de um lado pro outro
Atrás de um outro corpo...
No corte, que não sangra (No corte, que não sangra)
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